Tranceport – O Transe Eterno

27 06 2007

Paul Oakenfold - TranceportMixado por Paul Oakenfold e lançado pela Kinetic Records em 1998, Tranceport é considerado um dos melhores álbuns de trance da história da música eletrônica. – Do que diabos você está falando? – Você deve estar se perguntando. Ok, vamos por partes.

Nascido na Inglaterra, Paul Oakenfold é responsável pela produção musical de trilhas sonoras de filmes como Swordfish e Matrix Reloaded e produziu alguns remixes com U2 e Madonna – lembrando que estes são apenas alguns exemplos do seu trabalho -. Ele também é um dos maiores e mais caros Djs do mundo. Pronto! Agora você sabe, por cima, quem é Paul Oakenfold.

Parte dois! Tranceport é uma série de álbuns, iniciada em 1998 e interrompida em 2002, de puro trance. O primeiro trabalho, feito por Oakenfold, chamava-se apenas Tranceport. Seguido por Tranceport 2, 3, 4, 5 e 6 mixados por Dave Ralph, Sandra Collins, Max Graham, Quivver e Trendroid respectivamente.

Se você é fã de música eletrônica, este é um disco que você precisa ter. Agora, se você não suporta música eletrônica, dê uma chance a essa obra fantástica. Repleto de hinos trance dos anos 90, Tranceport pode ser utilizado como instrumento de catequização de metaleiros, pagodeiros e sertanejos em geral. Mesmo lançado há muitos anos atrás, suas músicas são e ainda serão ouvidas por décadas. Com certeza, ele sempre fará parte da história da música mundial.

Tracklist:

1. Time (Dream Traveler)
2. Greece 2000 (Three Drives On A Vinyl)
3. Rendezvous (Tilt vs. Paul Van Dyk)
4. Purple (Gus Gus)
5. Someone (Ascension)
6. El Niño (Agnelli & Nelson)
7. Café Del Mar (Energy 52)
8. 1998 (Binary Finary)
9. Words (Paul Van Dyk)
10. Gamemaster (Lost Tribe)
11. Enervate (Transa)

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O Dia em que o Coelho da Páscoa Morreu

20 06 2007

Bunny SuicidesCerta vez, na páscoa, meus pais resolveram fazer-me uma surpresa. Eu tinha cerca de 3 ou 4 anos. Haviam espalhado chocolates pela casa toda e, para que eu os encontrasse, fizeram pegadas de coelho com talco – ou pomada, não me lembro – seguindo o “caminho do coelho”.

Foi uma festa e tanto. Passei algum tempo seguindo as pegadas e comendo todos os chocolates. Então chegou o momento em que os chocolates acabaram. Porém, eu continuei seguindo as pegadas por toda a casa. -Não tem mais chocolate, filho. Dizia minha mãe. Mas eu não desistia nunca. Eu dizia: -Quero o coelho! Foi então que achei o último rastro do animalzinho moribundo. As pegadas seguiam pela cozinha até a área de serviço, subiam pela parede e acabavam na janela do quinto andar. Nesse momento comecei a chorar a morte do bichano, enquanto minha mãe dizia: -Calma, filho. O coelhinho da páscoa não morreu. O coelhinho da páscoa voa. – Ora essa, acreditar em coelho da páscoa ainda vai. Agora, acreditar em coelho voador? Eu retrucava: -Não!! O coelho não voa! O coelho morreu!!

Estaria tudo bem até aí, se eu não disseminasse a discórdia desde aquele tempo. As crianças realmente percebem, um dia, que seus coelhos da páscoa morreram. Mas, eu fiz questão de contar a todos os meus primos, em um almoço de família. Foi a maior choradeira. As crianças não acreditavam. Como ele poderia ter morrido, se naquele dia mesmo havia visitado a todos e distribuído chocolates?

Aí me vem a dúvida: Quando será que deixamos de acreditar em, ou percebemos que não existem, coelho da páscoa, papai noel e outras figuras folclóricas da nossa infância? Acredito que se realmente existissem, e com a minha sorte, o bicho de olhos vermelhos e pelo branquinho pularia bem alto e voaria da minha janela rumo ao chão. Era uma vez um coelhinho.





Paparazzo Virtual

19 06 2007

Um dos motivos pelos quais criei este BLog era ter, novamente, um contato com as pessoas. Um local onde os amigos pudessem me encontrar e novas pessoas pudessem me conhecer – se quiser entender melhor isso leia a sessão Sobre. Porém, ninguém encontrará informações pessoais aqui. E por que isso? Para fugir dos Paparazzos Virtuais.

Havia um tempo em que as pessoas não se conheciam, ou achavam que sim, e a vida era a boa. Aí vieram os sites de relacionamento e ela começou a desandar. -O que isto tem de ruim? – Você deve estar se perguntando. Acredite, não quero ofender ninguém com o que escreverei a seguir, mas se você é daqueles que acham que a vida não é possível sem orkut ou fotolog, pare de ler este texto imediatamente. Não é que o orkut seja “o capeta”, mas algumas pessoas utilizam os serviços de relacionamento para fins diferentes dos originais.

Eu cito o exemplo de algumas empresas que começaram a exigir que novos funcionários apresentassem seus usuários de orkut em entrevistas de emprego. Imagine o que seria do mundo se isso fosse uma regra nas empresas de RH! O fato é que as pessoas estão perdendo sua privacidade seja em casa, no trabalho ou em algum namorico por aí. Não estou dizendo que devemos esconder dos outros as coisas que fazemos, apenas acredito que os observadores deveriam ter um bom senso ao olhar.

O grande problema é isso tudo virar fonte de investigação de algo que você não fez. Por que você deveria apagar scraps, de amigos ou amigas, para evitar ciúmes da pessoa com quem você tem um relacionamento – estável ou instável -? Ou o que o seu chefe estaria fazendo no seu fotolog, ao descobrir que você chegou com aquela cara de cansado por causa da bebedeira de ontem, registrada e devidamente publicada na internet? Ou mesmo um psicopata pode escolher suas vítimas, e até mesmo encontrá-las, através de um perfil do multiply. Concordo que a parte sobre um psicopata foi um tanto exagerada.

Todos nós temos a necessidade de omitir ou mesmo de disparar pequenas mentiras algumas vezes – observe que grandes mentiras são uma falha gravíssima de caráter. Isso não nos faz maus ou criminosos. Aí é que entram os Paparazzos Virtuais. Eles reviram seus diários, suas fotografias, comentários, investigam amigos e conhecidos. E o que eles procuram? Inconsistência de datas e eventos, fotos comprometedoras, comentários maliciosos. Procuram discórdia onde antes havia equilíbrio. São pessoas paranóicas ou depressivas. Eles precisam encontrar um motivo para justificar tanta tristeza e desgraça. E esse motivo é você, meu filho ou minha filha.

O negócio é que tudo está lá, para ser observado por seu chefe, sua namorada, seus amigos. E um dia, algum Paparazzo Virtual vai revirar suas coisas e vai encontrar seus segredos mais sórdidos… Inclusive aqueles que nem mesmo você conhecia.